Guia de eletrotécnico

Passagem De Fiação Em Eletroduto

Passagem de fiação em eletroduto é o serviço de conduzir novos cabos elétricos por dentro dos conduítes (eletrodutos) já existentes ou recém-instalados. Ele resolve problemas como necessidade de novos circuitos, substituição de fios deteriorados e adequação de bitolas para suportar cargas com mais segurança. Também é comum em reformas para organizar e separar circuitos, reduzindo risco de aquecimento e falhas.

Tempo típico
1 a 6 horas, variando conforme quantidade de pontos e facilidade do eletroduto

em horário comercial

Profissionais
779

em 1.459 cidades

Quando você precisa de passagem de fiação em eletroduto

  • Disjuntores desarmando com frequência ao ligar certos aparelhos, mesmo sem uso excessivo
  • Tomadas ou pontos de luz que param de funcionar ou apresentam mau contato recorrente
  • Cheiro de plástico queimado, aquecimento em tomadas/interruptores ou sinais de derretimento
  • Reforma em que serão criados novos pontos (tomadas, iluminação, ar-condicionado) e é preciso levar cabos até eles
  • Quadro elétrico foi ampliado/trocado e é necessário puxar novos circuitos para separar cargas
  • Fiação antiga, ressecada ou com emendas improvisadas identificadas em inspeção ou abertura de caixas de passagem

Como o serviço é feito

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    Avaliação do circuito

    O profissional identifica origem e destino dos cabos, capacidade do circuito, bitola adequada e condições do eletroduto e das caixas de passagem. Também define se haverá substituição total, adição de cabos ou readequação do caminho.

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    Desligamento e segurança

    A energia do circuito é desligada e o profissional confirma ausência de tensão antes de iniciar. Ele isola a área e organiza o acesso às caixas para evitar danos e acidentes.

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    Preparação do eletroduto

    É feita a verificação de obstruções, curvas excessivas, amassados e continuidade entre caixas. Se necessário, o profissional desobstrui e prepara guia passa-fio para a puxada.

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    Passagem dos cabos

    Os novos cabos são puxados com técnica adequada para evitar cortes no isolamento e travamentos, respeitando a ocupação do eletroduto. Em seguida, são identificados (fase, neutro, terra e retornos) para evitar ligações incorretas.

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    Conexões e acabamento

    As conexões são feitas dentro das caixas com conectores apropriados e isolamento correto, evitando emendas soltas. Tampas, espelhos e componentes são reinstalados e o circuito é organizado no quadro quando aplicável.

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    Testes e entrega

    O profissional testa continuidade, aterramento, polaridade e funcionamento dos pontos, além de verificar aquecimento e queda de tensão quando necessário. Ele orienta sobre limitações do circuito e registra o que foi alterado.

O que perguntar antes de fechar

  • Quais circuitos serão afetados e por quanto tempo ficarão desligados?
  • Você vai substituir toda a fiação ou apenas passar cabos adicionais? Por quê?
  • Qual bitola e tipo de cabo serão usados e como isso foi dimensionado para a carga?
  • O eletroduto existente comporta os cabos com folga e sem ultrapassar a ocupação recomendada?
  • Como serão feitas as emendas/conexões (tipo de conector) e em quais caixas elas ficarão?
  • Quais testes você realizará ao final (continuidade, aterramento, polaridade, funcionamento) e o que será entregue como registro do serviço?

Dá pra fazer sozinho?

Há risco real de choque elétrico, curto-circuito, incêndio e danos a equipamentos ao tentar passar ou trocar fiação sem qualificação. Erros comuns incluem bitola inadequada, conexões mal feitas e sobrecarga do eletroduto, que podem aquecer e falhar com o tempo. Para segurança, contrate profissional qualificado e não intervenha no quadro ou na fiação energizada.

Perguntas frequentes

Dá para passar fio em eletroduto entupido?

Às vezes dá, mas depende do motivo do travamento: sujeira, umidade, esmagamento, curvas excessivas ou excesso de cabos. O profissional faz testes de passagem com guia e avalia se é caso de desobstrução, troca de trecho do eletroduto ou mudança de rota. Forçar a passagem pode danificar o isolamento e gerar curto-circuito.

Posso passar um cabo mais grosso no eletroduto que já existe?

Nem sempre. O eletroduto tem limite de ocupação e a soma dos cabos pode impedir dissipação de calor e dificultar manutenção. O profissional verifica diâmetro do eletroduto, quantidade de condutores, curvas e distância para definir se cabe com segurança ou se será necessário adaptar a infraestrutura.

Precisa quebrar parede para passar nova fiação?

Se o eletroduto e as caixas de passagem estiverem contínuos e acessíveis, muitas vezes não é preciso quebrar. Quebra pode ser necessária quando há trechos sem conduíte, conduíte danificado, caixas inexistentes/inacessíveis ou quando o caminho não permite a passagem. A vistoria define a melhor solução com o menor impacto.

Como saber se a fiação antiga precisa ser trocada?

Sinais comuns são aquecimento em pontos, cheiro de queimado, disjuntores desarmando, isolamento ressecado e emendas improvisadas em caixas. Mesmo sem sintomas, reformas e aumento de carga (novos aparelhos) podem exigir readequação de bitola e separação de circuitos. O profissional avalia visualmente quando possível e complementa com testes.

Passagem de fiação resolve disjuntor desarmando?

Pode resolver quando a causa é fiação inadequada (bitola inferior, conexões ruins, isolamento danificado) ou quando é necessário separar circuitos para reduzir sobrecarga. Porém, o desarme também pode ocorrer por defeito em aparelho, disjuntor inadequado ou falha de aterramento/isolamento. O diagnóstico correto é parte do serviço e define o que precisa ser ajustado.

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