Guia de eletricista
Passagem De Fiação Elétrica
Passagem de fiação elétrica é o serviço de puxar, substituir ou acrescentar cabos dentro de eletrodutos, caixas e conduítes para alimentar pontos de luz, tomadas, chuveiro e outros circuitos. Ele resolve problemas de cabos ressecados, emendas inadequadas, falta de carga para novos equipamentos e falhas de alimentação em um trecho da instalação. Normalmente é feito junto com revisão do circuito e organização das conexões nas caixas.
- Tempo típico
- 2 a 6 horas (pode chegar a 1 a 2 dias em trechos longos, com obstruções ou necessidade de abrir/fechar acabamentos)
- Profissionais
- 4.735
em horário comercial
em 3.331 cidades
Quando você precisa de passagem de fiação elétrica
- Tomadas ou pontos de luz ficam intermitentes (funcionam e param) em um mesmo ambiente ou trecho
- Disjuntor desarma ao ligar um equipamento específico ou com frequência maior que o normal
- Cheiro de queimado, aquecimento anormal em tomadas/interruptores ou escurecimento ao redor das caixas
- Fios antigos visíveis com isolamento ressecado, quebradiço ou com emendas improvisadas
- Reforma/obra vai fechar paredes ou forros e você quer deixar pontos elétricos prontos (novas tomadas, iluminação, ar-condicionado, chuveiro)
- Necessidade de adicionar um novo circuito dedicado (ex.: forno, micro-ondas, ar-condicionado) por orientação do fabricante ou do eletricista
Como o serviço é feito
- 1
Avaliação do circuito
O eletricista identifica o circuito afetado, mapeia o trajeto provável dos eletrodutos e verifica quadro de disjuntores, caixas e pontos. Também confirma a carga prevista e se será necessário circuito dedicado.
- 2
Desligamento e segurança
A energia do(s) circuito(s) é desligada e o profissional confirma ausência de tensão antes de manipular fios. Você pode acompanhar a indicação de quais disjuntores ficam desligados durante o serviço.
- 3
Acesso às caixas e conduítes
São abertas caixas de passagem, tomadas, interruptores e pontos de iluminação para acesso ao eletroduto. Quando há obstrução ou eletroduto danificado, o profissional informa alternativas (novo caminho, troca de trecho, caixas adicionais).
- 4
Passagem dos cabos
Com guia e técnicas adequadas, os cabos são puxados pelo eletroduto até os pontos necessários, respeitando bitola, cores e número de condutores. Evita-se excesso de cabos no conduíte para não comprometer a dissipação de calor e a manutenção.
- 5
Conexões e organização
As conexões são feitas dentro das caixas com terminais e isolamento apropriados, sem emendas soltas. O profissional identifica condutores e organiza os pontos para facilitar futuras manutenções.
- 6
Testes e entrega
Após religar, são feitos testes de funcionamento, verificação de aquecimento e medições básicas conforme o caso. Você recebe orientação sobre o que foi alterado e quais circuitos atendem cada ponto.
O que perguntar antes de fechar
- Qual a causa provável do problema e qual trecho do circuito será atendido?
- Os cabos serão substituídos por quais bitolas e para qual carga prevista (chuveiro, ar-condicionado, cozinha etc.)?
- Será necessário criar circuito dedicado e mexer no quadro de disjuntores? O que muda na distribuição?
- Como será feito o caminho dos cabos: pelo eletroduto existente, novo eletroduto, teto/forro, parede? Haverá quebra de parede ou remoção de acabamento?
- Quais testes serão realizados ao final (continuidade, isolamento, aterramento, queda de tensão) e quais resultados serão apresentados?
- O profissional emite uma descrição do que foi feito e oferece garantia do serviço?
Dá pra fazer sozinho?
Passagem de fiação envolve risco real de choque elétrico, curto-circuito e incêndio, inclusive com a energia aparentemente desligada por erro de identificação do circuito ou retorno por outro caminho. Um cabo com bitola inadequada, conexão mal feita ou conduíte superlotado pode aquecer e falhar com o uso. Para reduzir riscos e atender boas práticas de instalação, contrate eletricista qualificado e não tente executar por conta própria.
Perguntas frequentes
Precisa quebrar a parede para passar fiação?
Nem sempre. Se os eletrodutos existentes estiverem desobstruídos e bem dimensionados, a passagem pode ser feita acessando apenas caixas e pontos. Quando há conduíte amassado, obstruído ou inexistente para o novo ponto, pode ser necessário abrir trechos e depois recompor o acabamento.
Dá para passar fio novo no mesmo conduíte do antigo?
Depende do espaço interno do eletroduto, da quantidade de cabos já existentes e do tipo de circuito. Conduíte lotado aumenta dificuldade de puxar e pode causar aquecimento dos condutores. O eletricista avalia a ocupação e, se necessário, recomenda um novo caminho ou redistribuição de circuitos.
Quando é obrigatório trocar a fiação antiga?
Quando o isolamento está ressecado, quebradiço, com sinais de aquecimento, emendas inadequadas ou quando a instalação não suporta a carga atual. Também é comum a troca ao reformar ambientes para adequar bitolas, aterramento e separar circuitos por uso. A decisão deve ser baseada em inspeção e testes, não apenas na idade do imóvel.
Passar fiação resolve disjuntor desarmando?
Pode resolver se a causa for cabo deteriorado, mau contato ou circuito subdimensionado para a carga. Porém, desarme também pode indicar sobrecarga, curto em equipamento, disjuntor inadequado ou problema no quadro. O serviço correto inclui diagnóstico para atacar a causa, não só trocar fios.
Como sei se preciso de circuito dedicado para um equipamento?
Equipamentos de maior potência (como chuveiro, forno elétrico e alguns ar-condicionados) frequentemente exigem circuito dedicado por segurança e desempenho. O eletricista verifica a potência, a corrente, a bitola necessária, o disjuntor e a disponibilidade no quadro. A recomendação deve considerar também o uso simultâneo de outros aparelhos no mesmo circuito.
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